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	<title>Quimicalizando &#124; tudo sobre Quimica &#187; Boyle</title>
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		<title>A Lei de Boyle</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Feb 2009 15:29:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Igo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[ar]]></category>
		<category><![CDATA[Boyle]]></category>
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		<description><![CDATA[O que é a Lei de Boyle? A Lei de Boyle estabelece que o volume de uma massa de gás, à temperatura constante, é inversamente proporcional à força que o comprime (pressão). Ele provou que os gases são feitos de átomos exatamente como os sólidos. Mas nos gases os átomos estão mais afastados, de maneira [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p style="text-align: justify;"><strong>O que é a Lei de Boyle?</strong><br />
A Lei de Boyle estabelece que o volume de uma massa de gás, à temperatura constante, é inversamente proporcional à força que o comprime (pressão). Ele provou que os gases são feitos de átomos exatamente como os sólidos. Mas nos gases os átomos estão mais afastados, de maneira que podem ser comprimidos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Mas como ele descobriu isso?</strong><br />
Boyle era filho filho de um conde e membro da British Scietific Society (Sociedade Científica Britânica). Durante uma reunião da sociedade, em 1662, Robert Hooke leu um ensaio descrevendo uma experiência francesa sobre a &#8220;flexibilidade do ar&#8221;.<span id="more-171"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Os cientistas franceses tinham feito um cilindro de metal firmemente ajustado a um pistão. Muitos homens empurravam o pistão para baixo, comprimindo o ar contido no interior do cilindro. Então soltaram. O pistão pulou para o alto, porém ele nunca chegava a alcançar seu nível inicial. Então os franceses afirmavam que o ar não era perfeitamente flexível. Uma vez comprimido, continuava ligeiramente comprimido.</p>
<p style="text-align: justify;">Robert Boyle afirmou que essa experiência não provava coisa nenhuma e que o pistão que eles usaram estava apertado demais ou solto demais. Então Boyle prometeu criar um pistão perfeito, que iria provar que os franceses estavam errados.</p>
<p style="text-align: justify;">Duas semanas depois Boyle se apresentou diante da sociedade com um grande tubo de vidro em forma de &#8220;U&#8221; assimétrico. Uma dar pernas do &#8220;U&#8221; elevava-se acima de 90cm de altura e era fininha. A outra era curta e grossa, e com a saída tapada.</p>
<p style="text-align: justify;">
<div id="attachment_183" class="wp-caption alignleft" style="width: 98px"><img class="size-medium wp-image-183" title="Pistão de Robert Boyle" src="http://www.quimicalizando.com/wp-content/uploads/2009/02/boyle_tube-88x300.gif" alt="Pistão de Robert Boyle" width="88" height="300" /><p class="wp-caption-text">Pistão de Robert Boyle</p></div>
<p style="text-align: justify;">O lado da perna fininha (mais alto) estava aberto. Boyle derramou mercúrio líquido no tubo até que ele recobrisse a parte baixa do &#8220;U&#8221; e subisse um pouco para os dois lados. Uma grande quantidade de ar ficou presa acima do mercúrio, no lado curto e grosso. Um pistão, Boyle explicou, era qualquer coisa que comprimisse ar. Como esta usando mercúrio para comprimir o ar, não haveria fricção &#8211; como tinha acontecido na experiência dos franceses.</p>
<p style="text-align: justify;">Então Boyle anotou o peso do pistão de vidro e traçou uma linha no vidro onde o mercúrio tocava a bolsa de ar preso. Boyle derramoumercúrio líquido na perna longa do lado mais alto do seu pistão até o encher completamente. Agora o mercúrio subiu além da metade do lado mais curto. O ar preso tinha sido comprimido a menos da metade de seu volume original pelo peso ou força (pressão) da mercúrio.</p>
<p style="text-align: justify;">Boyle traçou uma segunda linha na câmara mais curta para marcar o novo nível do mercúrio no interior &#8211; marcando o volume comprimido do ar preso.</p>
<p style="text-align: justify;">Então ele escoou o mercúrio através de uma válvulana parte baixa do &#8220;U&#8221; até que o pistão e o mercúrio pesassem exatamente o mesmo que pesavam no início. O nível do mercúrio voltou à sua linha inicial. O ar retido tinha voltado exatamente ao ponto que estava inicialmente. O ar era perfeitamente flexível.</p>
<p style="text-align: justify;">Boyle continuou com as experiências e percebeu que quando ele dobrava a pressão num bloco de ar aprisionado, seu volume era reduzido pela metade. Quando triplicava a pressão, o volume era reduzido a um terço. A mudança do volume do ar comprimido era sempre proporcional à mudança na pressão que comprimia o ar. Ele criou uma simples equação matemática para descrever esta proporcionalidade.</p>
<p style="text-align: center;"><strong><em>p</em><sub>1</sub>.<em>V</em><sub>1</sub>= <em>p</em><sub>2</sub>.<em>V</em><sub>2</sub></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Nessa fórmula, <strong><em>p</em><sub>1</sub></strong> e  <strong><em>p</em><sub>2 </sub></strong>são as pressões inicial e final, respecivamente. Da mesma forma,  <strong><em>V</em><sub>1</sub></strong> e  <strong><em>V</em><sub>2</sub></strong> são os volumes inicial e final.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje nós a chamamos de &#8220;Lei de Boyle&#8221;.</p>
</div>]]></content:encoded>
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		<title>A história da Química &#8211; Parte II</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Feb 2009 09:57:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Igo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Química Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Aristóteles]]></category>
		<category><![CDATA[Boyle]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Lavoisier]]></category>
		<category><![CDATA[Paracelsius]]></category>
		<category><![CDATA[química]]></category>

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		<description><![CDATA[Aristóteles (384-322 a.C.), um dos maiores filósofos gregos da Antigüidade, acreditava, ao contrário de Demócrito, que a matéria poderia ser dividida infinitamente e que tudo o que existia no Universo era formado pela reunião, em quantidades variáveis, de quatro elementos: terra, água, fogo e ar. Considerando que, durante séculos, eram trabalhos completamente distintos e separados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><div id="attachment_80" class="wp-caption alignleft" style="width: 105px"><a href="http://www.quimicalizando.com/quimica-geral/a-historia-da-quimica-parte-ii/ /attachment/aristoteles"><img class="size-thumbnail wp-image-80" style="margin-top: 0px; margin-bottom: 2px;" title="Aristoteles" src="http://www.quimicalizando.com/wp-content/uploads/2009/02/aristoteles-150x150.jpg" alt="Aristoteles" width="95" height="95" /></a><p class="wp-caption-text">Aristoteles</p></div>
<p><a title="Aristóteles - Wikipedia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Arist%C3%B3teles" target="_blank">Aristóteles</a> (384-322 a.C.), um dos maiores filósofos gregos da Antigüidade, acreditava, ao contrário de Demócrito, que a matéria poderia ser dividida infinitamente e que tudo o que existia no Universo era formado pela reunião, em quantidades variáveis, de quatro elementos: terra, água, fogo e ar.</p>
<p style="text-align: justify;">Considerando que, durante séculos, eram trabalhos completamente distintos e separados o dos artesãos, que faziam as coisas, e o dos pensadores, que tentavam explicar os fenômenos, é fácil concluir por que a Ciência, e em particular a Química, levou tanto tempo para progredir. De fato, as próprias idéias de Aristóteles permaneceram praticamente inalteradas, orientando a Ciência, por quase 2000 anos!<span id="more-78"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Na Idade Média (aproximadamente entre os anos de 500 a 1500 da era cristã) se desenvolveu, entre árabes e europeus, a ALQUIMIA, cujo sonho era descobrir o elixir da longa vida, que poderia tornar o homem imortal, e a pedra filosofal, que teria o poder de transformar metais baratos em ouro. Os alquimistas não conseguiram chegar às metas sonhadas, mas ao longo de suas pesquisas acabaram produzindo novos materiais, como o álcool, o ácido sulfúrico, o ácido nítrico, etc., fabricando novos aparelhos, como o almofariz, o alambique, etc., e aperfeiçoando novas técnicas, como a destilação, a extração, etc.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de ser uma &#8220;arte secreta&#8221;, onde se misturavam idéias de Magia, Ciência e novas práticas químicas, a Alquimia contribuiu muito para o desenvolvimento da técnica, embora não tenha contribuído para o desenvolvimento das explicações dos fenômenos químicos.</p>
<p style="text-align: justify;">
<div id="attachment_97" class="wp-caption alignleft" style="width: 105px"><a href="http://www.quimicalizando.com/quimica-geral/a-historia-da-quimica-parte-ii/ /attachment/paracelsius"><img class="size-thumbnail wp-image-97" title="Paracelsius" src="http://www.quimicalizando.com/wp-content/uploads/2009/02/paracelsius-150x150.jpg" alt="Paracelsius" width="95" height="95" /></a><p class="wp-caption-text">Paracelsius</p></div>
<p style="text-align: justify;">No século XVI, na Europa, os pesquisadores abandonaram o &#8220;sonho&#8221; da Alquimia e partiram para caminhos mais realistas e úteis, principalmente a produção de medicamentos, principal objetivo da IATROQUÍMICA, onde se distinguiu o médico <a title="Paracelsius - Wikipedia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Paracelso" target="_blank">Paracelsius</a> (1493-1541). Com isso, novas substâncias, aparelhagens e técnicas foram surgindo. Um fato importante dessa época foi o aparecimento das primeiras sociedades científicas, onde os cientistas se reuniam para trocar informações sobre suas descobertas.</p>
<p style="text-align: justify;">
<div id="attachment_98" class="wp-caption alignleft" style="width: 105px"><a href="http://www.quimicalizando.com/quimica-geral/a-historia-da-quimica-parte-ii/ /attachment/robert_boyle"><img class="size-thumbnail wp-image-98" title="Robert Boyle" src="http://www.quimicalizando.com/wp-content/uploads/2009/02/robert_boyle-150x150.jpg" alt="Robert Boyle" width="95" height="95" /></a><p class="wp-caption-text">Robert Boyle</p></div>
<p>Em 1661, o filósofo inglês <a title="Robert Boyle - Wikipedia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Robert_Boyle" target="_blank">Robert Boyle</a> (1627-1691) publicou o livro O químico cético, onde criticava as idéias de Aristóteles sobre a &#8220;teoria dos quatro elementos&#8221;. Tentava-se então buscar explicações mais lógicas para os fenômenos químicos.</p>
<p>No século XVIII, firmou-se realmente o caráter científico da Química. Vários gases foram descobertos e estudados.<a title="Antoine Lavoisier - Wikipedia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Antoine_Lavoisier" target="_blank"></a></p>
<p><a title="Antoine Lavoisier - Wikipedia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Antoine_Lavoisier" target="_blank"></p>
<div id="attachment_99" class="wp-caption alignleft" style="width: 105px"><a rel="attachment wp-att-99" href="http://www.quimicalizando.com/quimica-geral/a-historia-da-quimica-parte-ii/attachment/antoine_lavoisier"><img class="size-thumbnail wp-image-99" title="Antoine Lavoisier" src="http://www.quimicalizando.com/wp-content/uploads/2009/02/antoine_lavoisier1-150x150.jpg" alt="Antoine Lavoisier" width="95" height="95" /></a><p class="wp-caption-text">Antoine Lavoisier</p></div>
<p>Lavoisier</a>, com a introdução da balança em seus experimentos, conseguiu pesar os materiais envolvidos antes e depois de uma transformação química, notando então que a massa permanecia constante. Podemos dizer que, nos séculos XVIII e XIX, com os trabalhos de muitos cientistas, surgiu a QUÍMICA MODERNA, que já proporcionava uma explicação lógica para a existência de muitos materiais diferentes e suas possíveis transformações químicas.</p>
<p style="text-align: right;"><a title="A história da química parte I" href="a-historia-da-quimica-parte-i" target="_self">Parte I</a> <a title="A história da química parte III" href="a-historia-da-quimica-parte-iii" target="_self">Parte III</a></p>
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