Indústria farmacêutica não quer que povo se cure de doenças

O americano Thomas Steitz pesquisador do Instituto Médico Howar Hughes e ganhador do prêmio Nobel de Química em 2009, denunciou nesta sexta-feira (26/08/11) o fato de que os laboratórios farmacêuticos não pesquisam antibióticos efetivos e disse: “não querem que o povo se cure, preferem centrar o negócio em remédios que deverão ser tomados durante ‘toda a vida’”, afirmou Steitz, que opina que “muitas das grandes farmacêuticas fecharam suas pesquisas sobre antibióticos porque estes curam as pessoas.
Por exemplo a tuberculose, Steitz analisou o funcionamento que deveria seguir um novo antibiótico para combater cepas resistentes à doença que surgem, sobretudo, no sul da África. O cientista comentou em uma entrevista coletiva que para que se desenvolva um remédia capaz de curar de uma vez essa doença, este remédio exigiria um grande investismento e a colaboração de um laboratório farmacêutico para avançar na pesquisa.
“É muito difícil encontrar um que queira trabalhar conosco, porque para estas empresas vender antibióticos não gera dinheiro e preferem investir em remédios para toda a vida”.
Por enquanto, segundo Steitz, estes novos antibióticos são “só um sonho, uma esperança, até que alguém esteja disposto a financiar o trabalho”.
Steitz e os espanhóis Enrique Gutiérrez-Puebla e Martín M. Ripoll, do Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC), pediram nesta sexta-feira aos países para que invistam mais em ciência.
