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Como funciona uma bomba atômica?
Para quem quiser saber como funciona um bomba atômica igual a que foi lançada em Hiroshima e Nagazaki, episódio lastimável da história da humanidade e da química, pois a partir desse momento a química foi interpretada como um “ciência ruim” por um bom tempo devido a sua associação com a bomba.
O vídeo é básico mas muito interessante.
Por incrível que possa parecer é não contente com o que foi apresentado no Japão alguns cientistas soviéticas desenvolveram a bomba atômica TSAR com 57 megatons (57 milhões de toneladas de dinamite). A TSAR era uma bomba de hidrogênio de estágios múltiplos com uma potência em torno de 50 megatons (Mt). Tal capacidade de destruição equivalia a todos os explosivos usados na Segunda Guerra Mundial multiplicados por dez!!!!. O design inicial trifásico (fissão-fusão-fissão) era capaz de liberar aproximadamente 100 Mt, mas o resultado seria um excesso de resíduos e partículas radioativas liberadas na atmosfera. Para limitar os efeitos dos resíduos radioativos, o terceiro estágio, que consistia de uma couraça para a fissão de Urânio 238 (o que ampliava muito a reação, fissionando átomos de urânio com neutrons mais rápidos da reação da fusão anterior), foi trocado por uma de chumbo. Isso eliminou a rápida fissão dos nêutrons resultantes da fusão (estágio 2), de forma que 97% do total da energia seria resultado apenas do estágio de fusão. Houve forte incentivo para a redução de potência; já que a maioria dos resíduos radioativos resultantes do teste da bomba acabaria chegando ao próprio território soviético.
Vale lembrar que esse TSAR é cerca de 4.000 (isso mesmo 4 mil) vezes mais potente que a bomba de Hyroshima.
Segue um vídeo do teste da bomba:
Informações:
A bola de fogo gerada pela explosão tocou o solo e quase alcançou a mesma altitude do avião bombardeiro, podendo ser vista a mais de 1.000 km de distância. O calor gerado poderia causar queimadura de 3º Grau em uma pessoa que estivesse a 100 km de distância. A nuvem em forma de cogumelo que se seguiu chegou a 60 km de altura e algo em torno de 35 km de largura. A explosão pôde ser vista e também sentida na Finlândia, tendo até mesmo quebrado algumas janelas por lá. O deslocamento de ar causou danos diretos até a 1.000 km de distância.
A pressão da explosão abaixo do ponto de detonação foi de 300 PSI, seis vezes a pressão de pico experimentada em Hiroshima. Um participante no teste viu um flash brilhante através dos óculos escuros de proteção e sentiu os efeitos de um pulso térmico mesmo a uma distância de 270 quilômetros.
Agora a pergunta que não quer calar?
Pra que?



Pra que?
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