A descoberta do Oxigênio.
Quem descobriu: Joseph Priestley.
Ano da descoberta: 1.774
Quando Priestley descobriu o oxigênio, desencadeou-se uma revolução química. Ele foi a primeira pessoa a isolar um único elemento gasoso na mistura de gases que denominamos de “ar”. Como o oxegênio é um elemento central na combustão, a descoberta de Priestley levou à compreensão do que significa queimar alguma coisa e ao entendimento da conversão da matéria em energia durante uma reação química.
Como foi a descoberta?
Joseph Priestley era fascinado pelo ar e queria descobrir do que o mesmo era feito. Alguns cientistas escreveram que haviam criado novos gases que surgiam em bolhas durante reações químicas e os chamaram de “gases selvagens”, capazes de armazenar pressão suficiente para explodir jarros de vidro ou triplicar o ritmo em que a madeira queimava, mas nenhum deles teve sucesso em isolar e estudar esses novos gases.
No início de 1.774, Priestley concluiu que a única maneira de isolar e estudar os novos gases era prendê-los no fundo de um jarro de vidro cheio de água, de boca para baixo (invertido), onde não havia ar.
Ele decidiu começar queimando Mercurius calcinatus (Óxido de Mercúrio)e estudar a reação provocada. Priestley uou uma poderosa lente de aumento para fazer os raios de sol incidirem sobre uma garrafa cheia de Mercurius calcinatus. Uma rolha fechava esta garafa com um tubo de gás que ia dela até um jarro cheio de água que ficava invertido sobre um emaranhado fios. O tubo de vidro acabava bem debaixo de uma dessas garrafas, de modo que qualquer gás que fosse produzido iria, sob a forma de bolhas, entrar e acabar preso naquela jarra de vidro.
À medida que o pó de mercúrio aquecia, bolhas nítidas começaram a sair do fim do tubo de vidro. O jarro começou a encher. Priestley encheu três garrafas com o gás, sendo assim o primeiro ser humano a armazenar com sucesso o gás misterioso. Mas o que era este gás?
Priestley tirou cuidadosamente uma garrafa da água, levou uma vela acesa até a sua boca. O brilho fraco ao redor do pavio da vela se transformou em uma bola de fogo brilhante. Como havia relatado, esse gás estranho realmente levava substâncias a queimar furiosamente.
Priestley colocou um novo jarro, cheio de ar comum, com a boca para baixo, sobre os arames junto de um segundo jarro com o gás misterioso. Colocou um camundongo dentro de cada jarro e esperou (cruel, rsrs). O camundongo no jarro cheiro de ar comum começou a sentir falta de ar depois de vinte minutos. O outro camundongo, onde havia o gás estranho, respirou normalmente durante quarenta minutos.
Só podia haver um nome para este gás misterioso: “ar puro”. Priestley, cuidadosamente, ergueu o jarro com o “ar puro”, livrando-o do tubo. Enfiou o nariz dentro da boca larga e respirou fundo, ele sentiu sua respiração ficar mais leve e fácil por algum tempo. Mas foi Antoine Lavoisier que deu ao “ar puro” de Priestley o nome pelo qual conhecemos hoje em dia: Oxigênio.
Uma curiosidade: sem oxigênio, a morte biológica começa a acontecer em três minutos.
Fonte: Wikipedia, Livro: As 100 maiores descobertas cientificas de todos os tempos.
