A Descoberta da Tabela Periódica
Quem Descobriu: Dmitri Mendeleyev
Ano da descoberta: 1880
Quando as pessoas pensam em elementos químicos, visualizam a Tabela Periódica dos Elementos químicos (que coisa esclarecedora não?). Esta tabela tem servido há mais de um século como sistema de organização aceito para os elementos que constituem nossa planeta. Ela é tão importante que é ensinada para todos (ou pelo menos deveria ser) estudantes no início das aulas de química. Foi e continua sendo uma das ferramentas indispensáveis para a compreensão das propriedades químicas e relacionamentos dos elementos da Terra. Também auxiliou no planejamento e compreensão das experiências químicas e acelerou enormemente o desenvolvimento da compreensão dos elementos básicos no inicio do século XX.
Mas como foi sua descoberta?
Por volta de 1837, Dmitri Mendeleyev tinha conseguido a posição de professor de química na Universidade de São Petersburgo e em 1888 começou a trabalhar num compêndio (nome que se dá a uma súmula dos conhecimentos relativos a uma dada área do saber, em forma de livro – Wikipedia) de química para os seus alunos.
O problema que ele enfrentou no inicio do livro foi arrumar e organizar a lista crescente de 62 elementos conhecidos de forma a que os alunos pudessem compreender suas características. Àquela altura, Mendeleyev tinha coletado uma quantidade de informações do próprio trabalho e do trabalho de outros químicos.
Mendeleyev separou os elementos pelo seu peso atômico; por semelhança familiar; pela maneira com que combinava (ou não) com hidrogênio, carbono e oxigênio; pelo tipo de sais que formavam; se o elemento existia como gás, sólido ou liquído; se era duro ou macio; se derretia a uma temperatura elevada ou baixa; e pelas formas dos cristais do elemento. Nada permitiu que fizesse sentido entre todos os 62 elementos conhecidos.
Mendeleyev, que era pianista, percebeu que as notas do piano se repetiam em intervalos regulares. A cada oito notas havia um “dó”. Deu-se conta de que nas estações do ano, nas ondas do mar, mesmo nas árvores, as características repetiam-se sempre e sempre depois de um determinado período de tempo ou distância. Por que a mesma coisa não se repetiria com os elementos químicos?
Ele anotou em cartões cada elemento e suas várias características e os espalhou numa mesa, arrumando e rearrumando os cartões, procurando padrões repetidos. Rapidamente descobriu que cada oitavo elemento compartilhava muitos traços familiares, ou características. Quer dizer, na maioria das vezes, cada oitavo elemento compartilhava características com outros nessa família. Mas nem sempre.
De novo, Mendeleyev estava num beco sem saída. Até um dia, naquele verão ocorreu-lhe que era possível que nem todos os elementos da Terra já estivessem sido descobertos. A sua classificação dos elementos deveria admitir que houvesse elementos que faltavam.
Ele voltou ao seu monte de cartões e agrupou-os em fileiras e colunas, de maneira que a forma com que os elementos de cada coluna ligavam-se a outros elementos da mesma, e assim as características físicas dos elementos de cada coluna seriam as mesmas.
Todos os elementos conhecidos ajustavam-se perfeitamente bem a esta tabela bidimensional. Contudo, ele teve de deixar três espaços vazios que pretendia que fossem preenchidos por três elementos que ainda estavam para serem descobertos. Mendeleyev chegou a descrever a aparência que teriam e como agiriam esses elementos ausentes (isso deixou Nostradamus e Mãe Dinah no chinelo rsrsrs), baseado nos traços comuns entre outros elementos em sua fileira e coluna. A Europa inteira riu e disse que as suas previsões não passavam de divagações malucas de um adivinho doido (hahaha tolos).
Três anos mais tarde o primeiro dos três elementos de Mendeleyev que “faltavam” foi descoberto na Alemanha. A comunidade cientifica (não, não é do orkut) achou que fosse uma coincidência interessante. Dentro de mais oito anos os outros dois elementos também foram achados. Todos os três pareciam e se comportavam como Mendeleyev tinha predito. Cientistas no mundo inteiro ficaram pasmados e chamaram Mendeleyev de gênio que havia descoberto o mistério do mundo dos elementos químicos. Sua descoberta orientou as pesquisas cientificas desde então.
Curiosidade: A classificação dos elementos de Mendeleyev ajudou a acabar com o velho mito da alquimia de transformar chumbo em ouro. Mas uma coisa realmente curiosa e interessante é que em 1980 o cientista Glenn Seaborg usou um poderoso ciclotron para remover prótons e nêutrons de muitos milhares de átomos de chumbo (número atômico 82) transformando-os em ouro (número atômico 79), mas é um processo extremamente caro e que não compensa. Será?
Imagem da Tabela Periódica de Mendeleyev:
Fontes: Livro As 100 Maiores Descobertas Cientificas de Todos os Tempos e Wikipedia


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